quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dança do Ventre


Essa famosa dança teve origem nas regiões do Oriente Médio e Ásia Meridional como forma de preparar as mulheres para a maternidade, com ajuda dos árabes ela foi espalhada pelo mundo e na nossa sociedade é sinal de sensualidade. Tornou-se famosa através do cinema e também na dramaturgia brasileira.
Nós como Espaço Cultural, oferecemos essa possibilidade para você também. Nossas aulas iniciam na próxima sexta(10/02) com a professora Adriana, com duas turmas, a primeira a partir das 17hs, e a segunda, as 18:15hs.
Lembrando que estamos com descontos especiais para o mês de Feveiro. Visite a aba "Cursos-Horarios-Preço" e veja nossos outros cursos.
Ligue e agende uma aula experimental!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Moça Mais Bonita do Rio de Janeiro

Quem é que não gosta de uma linda história de amor? Príncipes, a linda donzela, a bruxa má... Tudo isso nos remete aos clássicos contos de fadas. Porém, em nessa história não há um príncipe em seu cavalo branco, uma linda jovem em perigo ou uma madrasta invejosa. Nossa história ganha vida no irreverente relato de quatro prostitutas do século XIX, revelando a história de uma mãe gananciosa, um barão rico e um pobre apaixonado pela moça mais bonita da cidade. Uma trama de armações maldosas, paixões avassaladoras e decisões precipitadas. A beleza sendo questionada, o amor que permanece e um final feliz que pode ou não acontecer. 

A peça entra em cartaz no mês de Março, não perca esse grande espetáculo e descubra por si mesmo as emoções dessa história. Se emocione, vibre, cante, se encante!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ano Novo!

E mais um ano se inicia!
Alcançamos tantas coisas em 2011, amigos, parceiros e cultura. E para 2012 não esperamos diferente. Desejamos a todos os amigos, parceiros, alunos e professores um ano repleto de realizações e conquistas. Com muitos desafios, pois eles nos levam a agir e amadurecer, transformando sonhos em realidade.
Estaremos aqui, oferecendo o melhor de nós, sempre acompanhado de muita cultura e amizade, afinal "a amizade é um amor que nunca morre", como diria Mario Quintana. E com certeza, se não fosse pelo amor a arte não estaríamos aqui hoje.
A todos os apaixonados, artistas anônimos e sonhadores, um 2012 repleto de muita cultura e arte!

A arte diz o invisível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível. - Leonardo da Vinci

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959 - 1969

Farsa-Misterium

 “O que é a essência do teatro?”

O teatro é a única dentre as artes a possuir o privilégio da “ritualidade”. É um ato coletivo, o espectador tem a possibilidade de co-participar, o espetáculo é uma espécie de ritual coletivo, de sistema de signos. O espectador influi em parte sobre o desenvolver-se do ato criativo: digamos, se os espectadores começam a aplaudir no decorrer da ação cênica, os atores devem esperar para dizer a fala seguinte, mudar, portanto o ritmo, a velocidade e, conseqüentemente, a estrutura do espetáculo. Em uma situação análoga, durante um filme, a fita não para, lá tudo está pronto antes, indiferente à reação dos espectadores, que não são participantes, mas só exclusivamente, observadores.  O teatro era (e permaneceu, mas em um âmbito residual) algo como um ato coletivo, um jogo ritual. No ritual não há atores e não há espectadores. Há participantes principais (por exemplo, o xamã) e secundários (por exemplo, a multidão que observa as ações mágicas do xamã e as acompanha com a magia dos gestos, do canto da dança etc.).

“A função do teatro como jogo “ritual”se diferencia. O ritual da religião é uma espécie de magia, o “ritual” do teatro, um espécie de jogo.”

Mas o teatro se rege pelas leis da teatralidade. No teatro exige em igual “justificativa” o fato de alguém estar em pé assim como o fato de alguém estar de cabeça para baixo. Tanto em um caso como no outro vale a lógica da forma, caso contrário o teatro não é composição, não é estrutura, isto é, não é arte. No teatro, tudo aquilo que está deveria ser teatro. Ou então, não é necessário. Se alguém no espetáculo faz um gesto ou executa uma ação, é preciso perguntar: o que é no espaço – só um movimento “natural” ou um movimento artístico, teatral, um elemento da composição, uma construção, uma micro pantomima? A palavra falada se é só dizer a palavra (mesmo com o pensamento, mesmo com a intenção) não é ainda algo de artístico, não é teatro. Onde está o som-matéria da composição? O som da palavra é para o teatro forma. Se não se confirma na totalidade da partitura (sonora rítimica) é extra teatral.

O que é a essência do teatro? O que é aquele fato de algo ser teatral? O que permaneceria se eliminássemos do teatro o que não é teatro ( a literatura, as artes plásticas, a atualidade, as teses, o copiar a realidade)? Qual elemento não poderia ser retomado por qualquer outro gênero artístico ( por exemplo, pelo cinema)?”

 Não se trata aqui de um programa de eliminação do teatro de todos os fatores acima citados (por exemplo, a literatura), trata-se, em primeiro lugar de ordená-los hierarquicamente e de chegar àquilo que é o núcleo da teatralidade. Não faz sentido retomar as velhas controvérsias sobre hierarquia, sobre quem é o verdadeiro artífice do espetáculo: o autor, o diretor, o ator, o artista plástico – e qual é o âmbito admissível de suas competências. No teatro é artífice aquele que em um dado concreto espetáculo o é efetivamente. E as competências criativas de uma pessoa de teatro são exatamente aquelas que ele conseguir garantir-se na prática. A arte é regida, com efeito, pelo critério da eficácia. Nenhuma fronteira (rígida) pode ser aqui considerada seriamente. A arte no fundo é mais a superação das prerrogativas.    

Bibliografia

GROTOWSKI, J.  LUDWIK, F. BARBA, E. Curadoria de Ludwik Flaszen e Carla Molinari. O Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959 - 1969. Editora Perspectiva, 1° edição, 2007

Jerzy Grotowski (1933 - 1999)

A LITERATURA DRAMÁTICA DE PLÍNIO MARCOS

            "A literatura dramática de Plínio Marcos atinge o leitor e/ou espectador como estilete. Provoca, ao mesmo tempo, repulsa e desperta uma angústia solitária, induzindo à necessidade urgente de intervenção. As relações de poder são estabelecidas por uma fauna de alcagüetes, prostitutas, homossexuais, cafetões e cafetinas, policiais corruptos, desempregados, prisioneiros assassinos, loucos, débeis mentais, meninos abandonados: seres jogados em cena sem nenhuma cortina de fumaça. (...) Nos seus escritos avultam como temas a solidão e a decadência humana, o círculo vicioso da tortura mútua e a absoluta falta de sentido nas vidas degradadas, a sexualidade e os padrões de comportamento dominantes, o beco sem saída da miséria e a violência, a superexploração do trabalho humano e a morte prematura como horizonte permanente. Sobressaem, portanto, sujeitos sociais distintos, marcados pela tragédia individual e coletiva, que circulam pelo espaço urbano."

PARANHOS, K. R. A LITERATURA DRAMÁTICA DE PLÍNIO MARCOS: cenas da(s) cidade(s). Revista O Percevejo, Vol. 1, No 1 (2009)

Plinio Marcos (1935-1999)
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